quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

António de Sèves

Nasceu a 17 de Fevereiro de 1895. Era filho do Dr. António Maria Augusto Pereira Sèves de Oliveira e de sua esposa D. Adelaide Estêvão de Sèves de Oliveira. Casou com D. Fernanda Malheiro Toscano de Sèves e faleceu, sem descendentes, a 16 de Maio de 1970 vítima de doença súbita, enquanto se encontrava num restaurante da capital. Residia, ao tempo, na Rua Praia da Vitória, na capital. A missa de corpo presente celebrou-se no altar de sua casa, no dia 17 de Maio de 1970, pelo Reverendo João Baptista Pinto Dias.

Formou-se em Direito pela Universidade de Lisboa, no ano de 1914. Em 1923 concorreu para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas viu gorados os seus intentos pela sua destacada militância monárquica. Começou a sua carreira em 1927. Abriu em Lisboa um escritório de Advocacia, exercendo tal actividade com brilhantismo, conhecendo-se o seu sucesso no famigerado processo do Banco de Angola e Metrópole.

Três anos depois, em 26 de Agosto de 1927, foi nomeado cônsul de 3.ª classe de Portugal na Bélgica. Exerceu ainda os cargos de encarregado de negócios na Bélgica e no Brasil. Em 6 de Março de 1928 passa à Direcção-Geral dos Negócios Políticos e Diplomáticos; em 3 de Junho de 1929 é nomeado para a Secretaria Portuguesa da Sociedade das Nações. Em 25 de Julho de 1933 é empossado no cargo de Chefe Adjunto do Protocolo do Estado na Presidência da República. Em 9 de Dezembro do mesmo ano, é nomeado primeiro secretário da Legação, na Direcção Geral dos Negócios Políticos; adjunto ao Protocolo da Presidência da República, nessa data. Entre 1936 e 1937 esteve encarregado de negócio na Legação de Bruxelas. Em 30 de Dezembro de 1938 foi nomeado Conselheiro da Legação, em harmonia com o

3º Aniversário MoimentaNaNet

O MoimentaNaNet agradece a todos os visitantes, colaboradores e moimentenses, que ao longo destes últimos três anos têm feito deste espaço, o "blog da nossa terra!". Obrigado a todos!

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«Emprego» - Estágios para 12 jovens licenciados

A Câmara Municipal de Moimenta da Beira prepara-se para lançar e abrir concurso para 12 estágios profissionais em várias áreas do conhecimento, reservados a candidatos com licenciatura à procura do primeiro emprego, todos com a duração de um ano e com início previsivelmente no início de Abril de 2011.
Os estágios são para jovens licenciados, com idades até 35 anos, em Administração Pública (1 lugar), Arquitectura (2), Comunicação Social (1), Engenharia Agronómica (2), Gestão (1), Jornalismo (1), Serviço Social (2) e Turismo (2).
Os interessados podem obter mais informações na Divisão Administrativa da Câmara Municipal de Moimenta da Beira.

Fonte: CM Moimenta da Beira

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Jornal Beirão - «1ª Página» - 53ª Edição


Queima do Velho fecha o ano

É uma tradição que a autarquia de Moimenta da Beira não quer perder. E este ano o ritual da “Queima do Velho” promete espectáculo na noite do último dia de 2010. A concentração está marcada para as 22h30, na Portelinha, Bairro do Arrabalde, de onde às 23 horas sairá o “Velho” e o povo em “cortejo fúnebre” pelas principais ruas da vila. O percurso acabará na Fonte de S. João, um quarto de hora antes do ano findar. Será aqui que o “Velho” vai ser queimado segundo todas as regras da tradição.
E logo depois do relógio da igreja matriz bater as doze badaladas, assistir-se-á a uma monumental largada de fogo de artifício e fogo preso da Fonte de S. João e do Largo da Feira.
A organização apela às pessoas que levem para a festa espumante e bolo-rei e que vistam roupa velha e vestida do avesso. Fonte: CMMB

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

«Cultura» - Livros a um euro na biblioteca

Livros de uma editora estão a ser vendidos na biblioteca municipal Aquilino Ribeiro, em Moimenta da Beira, a preços a partir de um euro. Na campanha natalícia, que termina no fim do ano, mais de uma centena de obras, de todos os géneros literários, já foram vendidas.
É a primeira vez que a autarquia organiza, em parceria com uma editora, uma iniciativa que visa alargar ainda mais o acesso ao livro e ao gosto pela leitura junto da comunidade.
A biblioteca municipal de Moimenta da Beira está aberta todos os dias: à quarta, sexta e sábado, de manhã e de tarde, e à segunda, terça e quinta-feira, apenas à tarde.

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Arqueologia» - Breve descrição dos pelourinhos dos concelhos que hoje integram o de Moimenta da Beira












I. Remate do Pelourinho de Leomil
II. Remate do Pelourinho da Vila da Rua


Pelourinho de Castelo:Provavelmente um pelourinho de coluço. Sobre um soco de dois degraus quadrangulares, lisos, encontrando-se o primeiro semi-enterrado no solo. O fuste é prismático, de talhe irregular e de secção quadrada, estreitando-se em direcção ao topo. Com cerca de 2 m de altura, é prolongado por uma peça em cubo, sobre o qual assenta outro paralelipípedo, o qual possui uma inscrição com a data de 1669. Na face Norte da mesma possui um relevo toral, ilegível. Época de construção: séculos XVI/XVII (conjectural).
Pelourinho de Leomil:Pelourinho de gaiola. Monumento elegante e imponente assente num soco octogonal de quatro degraus protegido por quatro frades de pedra. O fuste, de base quadrangular, evolui para um perfil octogonal. O remate é em gaiola (imagem I), sobre ábaco oitavado, com oito colunelos cilíndricos. A cobertura é em cúpula poligonal oitavada com esfera armilar, tipicamente manuelina, com haste de ferro cravada. Época de construção: século XVI.
Pelourinho de Paçô:Pelourinho de coluço do tipo heráldico. De expressão simples, caracteriza-se por uma plataforma

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mensagem de Boas Festas

Como em tudo na vida, depois de dever cumprido e de mais um ano cheio de emoção, entusiasmo e "coisas" maravilhosas, a quadra natalícia e o final de ano enche-nos a alma de felicidade. Assim, não queremos que esta época passe sem, antes, agradecer a todos os colaboradores, visitantes e moimentenses, que nos fazem crescer e mantêm activos...
A vocês, um Feliz Natal e um Próspero ano Novo!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

«Natal» - Presépios reciclados

Seis presépios construídos em material reciclado, feitos por crianças do ensino pré-escolar e do 2º ciclo do município, estão expostos no átrio do edifício dos Paços do Concelho até dia de Reis.
A iniciativa é da autarquia no âmbito do concurso “Natal pode ser... Reciclar” lançado a todas as crianças que frequentam aqueles dois graus de ensino.
Os dois melhores trabalhos serão premiados: o do pré-escolar com duas entradas grátis nas matinés de cinema do auditório municipal; e o do 2º ciclo também com duas entradas gratuitas em sessões de cinema.
“O concurso constitui uma iniciativa sócio-educativa que visa sensibilizar as crianças e a comunidade para uma valorização do acto de reaproveitar aquelas coisas sem valor, transformando-as em objectos de arte, repletos de simbolismo e de valor pessoal”, explica o vice-presidente da autarquia, Francisco Cardia.

Fonte: CM Moimenta da Beira

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

«MoimentaNaNet» - Grande Entrevista [4]

GRANDE ENTREVISTA com,
José Gomes
- “Presidente da Junta de Freguesia de MBR”
Exclusivo MoimentaNaNet

Com a fasquia elevada, devido ao ex-cargo ocupado no clube "Os Pedaladas", questionámos o actual presidente da Junta de Freguesia da nossa vila sobre o seu mandato e sobre quais os planos para o futuro próximo. As respostas simples e directas, caracteristica pessoal, defendem intransigentemente a freguesia.

MoimentaNaNet (MNN): Antes de mais, agradecemos a disponibilidade para a entrevista. Qual o balanço que faz do seu mandato, até ao momento?
Presidente da Junta de Freguesia (PJF):
Antes de começar a responder às vossas questões, quero deixar aqui o reconhecimento público pelo serviço que prestam a todos os moimentenses espalhados por este país e estrangeiro, levando a todos eles o que se passa no nosso concelho. Agradeço-vos também a oportunidade que me deram para poder responder a algumas questões referentes à freguesia de MBR.
Neste momento e passado um ano de mandato, penso que já se pode fazer um balanço do que já foi feito e do muito que ainda está por fazer. Apesar das dificuldades com que esta Freguesia se debate, temos levado a cabo aquilo a que nos propusemos, dentro das limitações que temos. Lembramos que a Freguesia está vocacionada para limpeza de caminhos, tanques

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Mais de 30 a pedalar pela Artenave


Mais de três dezenas de cicloturistas vestidos de pais natal pedalaram, este domingo, 19 de Dezembro, por uma causa solidária: os fundos angariados destinavam-se à Artenave, uma associação de solidariedade de Moimenta da Beira.
Quase sempre sob um nevoeiro cerrado e um frio intenso, pedalaram entusiasticamente 10 quilómetros pelas estradas do concelho.
O evento, organizado pela autarquia em colaboração com o “Pedaladas” e a empresa “Patocycles”, decorreu em simultâneo em outros dois locais, Maia e Matosinhos, onde também esteve presente o espírito solidário. (Fonte:CMMB)

Prevenção rodoviária no Natal


A pensar num Natal em família, em paz e concórdia, a autarquia colocou nas cinco entradas de acesso ao concelho, nova sinalética de alerta a quem conduz nas estradas.
É uma campanha de prevenção rodoviária com imagens de choque e frases a aconselhar prudência na condução, tantas vezes afastada nestes períodos de festa em que a família se reúne para comemorar o nascimento de Jesus Cristo.
“Os alertas nunca são demais”, sublinha o presidente da Câmara Municipal de Moimenta da Beira, José Eduardo Ferreira. (Fonte:CMMB)

«Desporto» - AF Viseu

Divisão de Honra:


1ª Divisão:


Fonte: ZeroZero.pt

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

BV Moimenta da Beira - Ocorrência

Na passada 4ª feira (dia 15-12-2010) cerca das 11:45, uma idosa de 70 anos de idade foi vítima de doença súbita na via pública, junto à central de camionagem. Prontamente assistida pela Ambulância INEM dos BV Moimenta da Beira, foi evacuada para o SUB para estabilização e posteriormente foi transferida de helicóptero (Heli do INEM estacionado na base de Santa Comba Dão) para o Centro Hospitalar TMAD em Vila Real, em estado grave.

Meios envolvidos:
Bombeiros- 2 veículos / 5 homens.
INEM- Heli Santa Comba Dão.

Fonte: BV Moimenta da Beira


(clique nas imagens para ver com melhor resolução)

Fotos: Tiago e Vieira's Foto.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Natal a Pedalar - Moimenta da Beira (19 de Dezembro)


Natal a pedalar pela Artenave

Dez quilómetros a pedalar e vestidos de pai natal. Vai ser assim no domingo, 19 de Dezembro, para quem se quiser associar à iniciativa, em Moimenta da Beira, na Maia e em Matosinhos. Tudo em simultâneo nos três locais. O evento, aqui no concelho, é organizado pela Câmara Municipal, pelo Pedaladas e pela empresa Patocycles, e destina-se à angariação de fundos a favor da Artenave, uma associação de solidariedade de Moimenta da Beira.
As inscrições estão abertas até sexta-feira e podem ser feitas consultando o site www.natalapedalar.com.
Se levar bicicleta a participação custa 10 euros e a organização fornece-lhe um fato de pai natal. Se não puder ou não quiser pedalar, pode ainda assim associar-se à iniciativa fazendo um donativo à Artenave.
O passeio tem início às 10 horas em frente aos Paços do Concelho, mas a entrega dos fatos e de outro material começará uma hora antes.

Fonte: CM Moimenta da Beira

«Desporto» - AF Viseu

Divisão de Honra:

1ª Divisão:
(clique nas imagens para aumentar)
Fonte: ZeroZero.pt

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comércio com montras iluminadas

Cerca de seis dezenas de casas comerciais da vila de Moimenta da Beira vão ter as montras iluminadas até às 22 horas durante a quadra natalícia, de 17 de Dezembro a 6 de Janeiro.
A iniciativa é da autarquia, que pretende deste modo associar os comerciantes a esta época festiva, dando mais vida, mais animação e cor às ruas da vila que, este ano, por causa da crise e da contenção financeira, irá ter apenas iluminadas as quatro rotundas de acesso ao núcleo urbano. Em compensação, no entanto, já se ouve pela vila inteira música ambiente que vai perdurar até Dia de Reis.
E é no Dia de Reis também que todos os comerciantes que aderirem ao projecto “Montras iluminadas no Natal” receberão de oferta da autarquia um cabaz com produtos endógenos. (Fonte:CMMB)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

“O humor é o meu prozac”

Nasceu há 57 anos em Viseu, mas aos 19 escolheu Moimenta da Beira para viver e trabalhar. Hoje é professora de Português no Agrupamento de Escolas da Vila. Paralelamente estuda o humor até à exaustão. “O Lado Sério do Humor” é o titulo da sua tese de mestrado. “O Humor e a Capacidade de Liderança na Gestão Escolar”, resultou da uma pós-graduação que já chegou a Hong Kong, e está a terminar o doutoramento de onde há-de sair o estudo “Humor e Cognição” a partir da análise de skets dos “Gato fedorento”. Esta dedicação torna Teresa Adão pioneira no estudo do humor em Portugal.

É uma pessoa bem disposta?

Sempre fui. Nasci numa família de pessoas bem dispostas, os meus tios estavam sempre a dizer piadas, a minha mãe tinha um humor muito fino e acho que transmiti isso aos meus filhos.

Deve alguma coisa ao humor ou é o humor que está em dívida para com a professora?

O humor é o meu prozac, porque é graças ao humor que procuro dar a volta a situações difíceis da minha vida.

É uma apaixonada pelo humor?

Sou. Consegui deitar mão do humor para fazer o que cientificamente quero fazer. Portanto, acho que sou uma privilegiada, consigo a brincar fazer um trabalho sério, ou melhor, consigo divertir-me com o trabalho sério que faço.

O ser bem disposta teve influência neste caminho científico de estudar o humor?

Teve. E a outra vantagem é que o humor é um campo que está por explorar, há muito poucos trabalhos feitos neste campo.

Como surgiu a oportunidade de estudar o humor?

Foi através de um congresso em Bolonha. A minha orientadora de mestrado falou-me desse congresso, eu estava na fase de escolher um tema para a dissertação e agarrei o tema do humor. Como fiz o mestrado em sociolinguística, virei o humor para o campo da sociolinguística. Depois, fiz uma pós-graduação, peguei também no humor e adaptei-o. Queria fazer o doutoramento no campo da psicolinguística porque acho que não há nada que se possa fazer hoje em que se possa pôr de lado a cognição ou o funcionamento do cérebro, e foi uma maneira que arranjei de aplicar também o humor.

E está a fazer um trabalho pioneiro em Portugal?

Sim. Eu estou a trabalhar com duas orientadoras, uma no campo da psicolinguística, a professora Ana Oliveira da ESE (Escola Superior de Educação de Viseu) e a professora Isabel Ermida, do Minho, que me está a orientar na parte do humor. Em Portugal, somos apenas três pessoas a estudar o humor nesta base. Há uma senhora na Universidade de Aveiro que trabalha o humor, mas no campo do cinema.

O nome da tese de mestrado “O Lado Sério do Humor” significa que o humor não é uma galhofa?

Não é. Aliás, não há humor inocente. Miguel Esteves Cardoso diz que o sentido de humor dos portugueses não tem graça nenhuma, ou seja, nunca é só para fazer rir, tem sempre outros objectivos. O humor é uma forma de, por exemplo, de fazermos uma demonstração a alguém, é uma forma de darmos um conselho, é uma forma quase de criticarmos qualquer coisa.

Isso ficou testado no trabalho que desenvolveu?

Sim. No trabalho que desenvolvi no mestrado, peguei em 88 anedotas e fui estudar os temas e como é que essas anedotas estavam construídas. Do que é que nos rimos? Conclui que uma anedota é também um texto com os mesmos processos discursivos e os mesmos mecanismos de um texto normal, só que, além do texto normal, tem determinados mecanismos próprios de um texto humorístico.

Riso, gargalhada e humor são a mesma coisa?

Não. A gargalhada é uma forma de rir. Em relação ao riso, estão estudadas 12 formas de sorrir com significados completamente diferentes. O riso é algo físico e o sentido de humor tem mais a ver com a cognição. Nós podemo-nos rir e não estar a achar piada.

Pode haver humor sem rir?

Isso é mais difícil, porque o riso é uma exteriorização da nossa apreciação. Quando apreciamos o humor em termos cognitivos, compreendemos, inferimos, mentalmente percebemos qual era a situação e rimos. Embora estudar o humor não seja uma risada. Estudar o humor é uma coisa séria, têm que se aplicar modelos cientificamente provados.

Quando diz às pessoas que está a fazer um estudo sobre o humor as pessoas sorriem?

Mais do que sorriem, riem-se. Não é o tal riso de apreciar o humor, é o riso de expectativa. E quando digo que estou a trabalhar com os sketch do “Gato Fedorento” começam logo a rir.

Na tese defende que o riso tem propriedades profilácticas e terapêuticas. Quer explicar melhor?

O humor como nos obriga a exteriorizar os nossos sentimentos, liberta-nos da pressão e permite o distanciamento. No campo da medicina o humor está também a ser explorado.

Na pós-graduação, em que envolveu directores e coordenadores de escolas do distrito de Viseu, a que conclusões chegou?

Um líder que tenha um bom sentido de humor faz um melhor trabalho em termos de liderança, isto é, é mais bem aceite pelos seus colaboradores e consegue chegar com o seu projecto mais longe.

Para o doutoramento “Humor e Cognição” está a trabalhar com os “Gato Fedorento”. A escolha não foi inocente.

Não. Escolhi o “Gato fedorento” porque é um grupo que conseguiu uma popularidade estrondosa, é um fenómeno e tem outra característica que me levou a escolhê-los, que é serem multifacetados no trabalho que produzem.

Que análise está a fazer concretamente neste trabalho?

Primeiro eliminei as pessoas que não tinham sentido de humor, segundo uma escala. Depois peguei nos sketch que amavelmente me cederam, misturei-os com textos escritos por mim completamente neutros para não serem alvo de qualquer apreciação humorística. O meu objectivo é provar que, em termos cognitivos, de processamento de informação nós funcionamos todos da mesma maneira.

Quando pensa ter concluída a sua investigação?

Não penso, tenho que concluir até ao dia 22 de Fevereiro.

Ganhou um concurso literário de matemática. Para o cidadão comum, literatura e matemática são coisas muito diferentes. Esta história “O Valor de Pi (3,14)” prova o contrário?

Acho que sim, porque no centro de tudo tem que estar o homem. Virando isto para o campo do ensino, no centro da aprendizagem está o aluno e o aluno tem que se desenvolver enquanto cidadão para ser feliz e levar a vida virada para o rumo que ele quer. A matemática tem que levar o cidadão a estar o mais consciente possível do papel que tem na sociedade.

Qual é a mensagem do trabalho?

É a história de uma professora quase do século passado que adora matemática, põe-se a fazer equações no quadro, ela fica deslumbrada com aquele rendilhado e esquece os alunos. Estava dentro da sala para se realizar a ela própria, não via que os alunos não a acompanhavam. (Fonte: Jornal do Centro)

Ouvir entrevista!

Bombeiros Voluntários - Convocatória

Para ampliar, clique na imagem.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alunos do interior do País regressaram ontem às aulas

Na manhã de ontem, e ao contrário dos dias anteriores, as aulas foram retomadas em Moimenta da Beira, no distrito de Viseu, depois de uma paragem de três dias provocada pela intensa neve e gelo .

Por todo o interior do País o panorama foi semelhante, depois de uma semana complicada, com dias em que ficaram em casa 21 mil estudantes. A chuva lavou os últimos flocos de neve e o gelo, mas depois de reposta a normalidade falta fazer as contas aos prejuízos.

Em Viseu, alunos voltaram às salas de aula, "sem casaco mas com impermeável", como afirmou Pedro Silva, um dos alunos do concelho. O regresso acontece "depois de dois dias de gazeta". A chuva "levou o frio e trouxe-nos de volta aos livros e às carteiras", brinca o estudante da escola secundária de Viseu.

As aulas "foram retomadas com toda a normalidade, e nas estradas do concelho já não há gelo nem neve", revelou o autarca de Moimenta da Beira. (Fonte:DiáriodeNoticias)

domingo, 5 de dezembro de 2010

«Desporto» - AF Viseu

Divisão de Honra:

1ª Divisão:
(clique na imagem para aumentar)
Fonte:ZeroZero.pt

«Sondagem» - Resultados


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«Arqueologia» - Castigos na praça pública

Pelourinho de Leomil (século XVI)


Desde a Idade Média até ao fim do Antigo Regime, os réus eram humilhados e castigados publicamente, através de diversos processos de tortura, quer nos pelourinhos (1) , onde eram exibidos acorrentados, açoitados e vítimas de punições maiores como a flagelação e amputação: “[…] mandava-se que os padeiros, carniceiros, regateiras, etc., que furtassem no peso, fossem postos na picota. Uma postura da câmara de Vizeu, de 1304, manda que todo carniceiro, padeiro, etc., que tiver pesos falsos, pague cinco soldos, e ponham-no na picota”[…] (2). ;quer condenados à morte na forca, num local afastado da povoação, ou na fogueira, na praça pública, em cerimónias chamadas Autos-de-fé (3) : “Na Ribeira de Lisboa, que é freqüentemente ventosa, a brisa inclinava a chama, e a vítima encontrava-se a uma altura tal que o lume não lhe subia acima da cintura. A chama não o afogava, mas grelhava-o, durante hora e meia, duas horas, antes que ele morresse. Os seus gritos – “Misericórdia, por amor de Deus” – provocavam o júbilo da assistência.”(4)
Durante muitos anos foi assim, como espectáculos de massa, que a justiça foi aplicada nalguns países europeus. “Um excesso de absurdo e de ridículo, ao qual se junta um excesso de horror”, como Voltaire (referindo-se ao Auto-de-fé), um dos mais célebres filósofos iluministas, lhe chamou.

(1) Foram tanto locais de aplicação da justiça, como símbolos da autonomia administrativa concelhia. Do ponto de vista artístico, existem pelourinhos simples, outros exuberantes, ricamente decorados com figuras antropomórficas, animais, motivos grotescos, fitomórficos ou heráldicos. Também conhecidos por picotas, são, em regra, compostos por uma plataforma circular, quadrangular, hexagonal ou octogonal, de um a cinco degraus, possuindo no meio uma base, sobre a qual assenta uma coluna com fuste ou capitel, e terminam com o remate, elemento decorativo que os faz distinguir uns dos outros. Nalguns, a base, em vez de construída pelo homem, foi aproveitada por afloramentos naturais como é o caso do pelourinho de Paçô. Consoante o remate, classificam-se em pelourinhos de: gaiola (imagem I), coluço, tabuleiro, pinha, roca, bola, tipo bragançano e de características extravagantes. Contudo, muitos foram destruídos com o liberalismo oitocentista por serem considerados um símbolo de tirania. Dos extintos concelhos (oito) que formaram o actual Município de Moimenta da Beira, restam ainda cinco pelourinhos (Castelo, Leomil, Paçô, Sever e Rua) e alguns antigos edifícios municipais, como as Casas da Câmara e Cadeias.
(2) Ordenação Afonsina, livro I, título 28.
(3) Os Autos-de-fé eram rituais de penitência pública praticados pela Inquisição, também conhecida por Tribunal do Santo Ofício (criado no século XIII pelo Papado), que chegavam a durar um dia inteiro. Realizados segundo um cerimonial pomposo e rigorosamente estabelecido, era presenciado, para além das autoridades religiosas, civis e de toda a Corte, por uma enorme multidão. Iniciavam-se com a procissão dos réus, seguida de uma missa, na qual o sermão, a leitura das sentenças e a própria execução eram a essência de toda a cerimónia. Chegavam mesmo a celebrar casamentos reais juntamente com esta matança, razão pela qual os Autos-de-fé eram realizados com grande festa. Em Portugal, este tribunal foi representado pelas inquisições de Lisboa, Évora e Coimbra entre 1536 e 1821 e teve como escopo principal perseguir as heresias, notadamente o judaísmo, que punham em causa a legitimidade tanto do poder eclesiástico, como do poder civil.
(4) Inquisição e Cristãos Novos, p.109. Inquisição – Ensaios sobre Mentalidade, Heresias e Arte. I CONGRESSO INTERNACIONAL. Universidade de São Paulo. 1987. P. 541.

Autor: José Carlos Santos

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

«Cultura» - De Alvite a professor universitário

Manuel Menezes nasceu em Alvite e é doutorado em Ciências da Comunicação (especialidade de Comunicação e Cultura) pela Universidade Nova de Lisboa (2007). No sábado, 11 de Dezembro, lança em Coimbra “MODERNIDADE – Riscos e Incertezas”, uma obra com a chancela das Edições MinervaCoimbra.
O livro fala do homem, do seu “corpo social”, dos riscos e dos medos investigados com base em imagens construídas ficcionalmente.
Antes de se doutorar, Manuel Menezes licenciou-se em Serviço Social pelo Instituto Superior Bissaya Barreto, em Coimbra (1992), e tirou o mestrado depois na mesma área pelo Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa (1998).
Actualmente é professor auxiliar no Instituto Superior Miguel Torga, em Coimbra, onde lecciona nas áreas de Serviço Social e Comunicação.
Como professor convidado tem vindo igualmente a colaborar na Universidade Católica Portuguesa.
É ainda investigador do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens e tem já uma obra vasta publicada, ensaios e estudos em redor das ciências sociais: “As Práticas de Cidadania no Poder Local comprometido com a Comunidade (2001)”; “Serviço Social Autárquico e Cidadania: A experiência da Região Centro (2002); “Riscos e Protecção Social nos Alvores da Europa Moderna (2009)”.
Fonte: CM Moimenta da Beira

«Educação» - Neve fecha escolas

A forte instabilidade atmosférica que tem assolado a região, com a queda intensa de neve e gelo nas estradas, obrigou ao fecho das escolas do concelho e ao corte da estrada municipal 514, que liga Peravelha a Moimenta da Beira. É o pior nevão dos últimos anos ocorrido no município.
As escolas e os jardins-de-infância não abriram esta quinta e sexta-feira, 2 e 3 de Dezembro, afectando quase dois mil alunos e mais de duas centenas de docentes.
A decisão de encerrar temporariamente todos os estabelecimentos de ensino foi tomada pelo Agrupamento de Escolas, depois de ouvir a protecção civil e depois desta concluir que não estavam reunidas todas as condições de segurança para a boa circulação dos autocarros da rede de transporte escolar que funciona no concelho.
Fonte: CM Moimenta da Beira

Cooperativa seduz mercado com 'Bravo'

"Bravo! Mangualde" é uma nova marca de maçãs regionais de excelência lançada pela Cooperativa Agrícola de Mangualde (CAM). O objectivo é promover em nichos de mercado, numa comercialização diferenciada, quatro variedades de características únicas.

Bravo de Esmolfe, Malápio da Serra, Malápio Fino e Pêro Pipo, são as quatro variedades regionais que integram a marca lançada no mercado no último dia do mês de Novembro.

A designação é explicada pelo presidente da direcção da CAM, Nuno Matos, com a necessidade de promover e festejar a qualidade do produto.

"A marca "Bravo! Mangualde" surge no sentido de aplauso e de excelência. É uma exclamação que realça a tradição e a qualidade. No fundo, é um louvor a quem produz as maçãs, os nossos associados, e à cooperativa que as recebe e comercializa", explica o dirigente associativo.

Amadurecido durante meio ano, com a colaboração de uma empresa especializada em imagem, o projecto visa o relançamento de variedades regionais produzidas numa vasta área geográfica que vai desde o Fundão a Gouveia, passando por Moimenta da Beira, Guarda, Mangualde, Viseu, S. Pedro do Sul, Aguiar da Beira e outros concelhos.

A CAM já tinha no mercado uma outra marca de maçã, a "Serrana", que gradualmente está a ser substituída pela designação da própria cooperativa. "Pouco a pouco essa marca tem vindo a desaparecer em nome da marca Cooperativa Agrícola de Mangualde. Preferimos refrescar a imagem e optar por uma marca que melhor nos identifica", explica Nuno Matos.

Combate certos tipos de cancro

O presidente da CAM lembra que as variedades regionais comercializadas pela cooperativa contêm elementos funcionais bons para a saúde. "As nossas maçãs são preventivas de doenças cardiovasculares e de alguns tipos de cancro", garante o responsável. Nuno Matos recorre a estudos realizados e documentados pela Universidade de Lisboa. "Temos um livro publicado, com base nesses estudos, que confirma as características organolépticas e nutricionais únicas destas maçãs."
Fonte: Jn.pt

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O concelho de Moimenta da Beira há cem anos atrás

Em 1910, o concelho de Moimenta da Beira era profundamente distinto do que é na actualidade. Não apenas no que concerne ao espaço físico da vila, das áreas populacionais, dos edifícios e espaços públicos, políticos e privados, como também no que respeita às populações, nomeadamente as suas condições de vida, as suas ocupações, a sua sociabilidade, e tantas outras variáveis que gravitavam nesse micro-cosmos social.

A nossa vivência actual supera incomparavelmente as carências de então. Apenas para citar alguns exemplos, dir-se-á que não havia luz eléctrica, gás, água ao domicílio, saneamento básico ou recolha de lixo. A sede do concelho tinha escola para os dois sexos, estação postal e de telégrafo com serviço de emissão de vales do correio e telegráficos, cobranças de recibos, letras e obrigações, e serviço de encomendas. Tinha feira nos terceiros domingos de cada mês e nas primeiras segundas-feiras de cada mês. Publicavam-se os jornais Fins do Século (desde 8 de Janeiro de 1893) e Norte da Beira (desde 6 de Abril de 1891).

O concelho era, tal como hoje, composto de vinte freguesias, e na sede existiam advogados, médico, farmácia, notários, agências bancárias e de seguros, residenciais, diversos estabelecimentos, e entre os bens mais transaccionados encontravam-se os produtos agrícolas, nomeadamente a batata, o centeio e o milho.

Em meados dos anos trinta, a título de exemplo, apenas dois carros existiam na vizinha localidade, Leomil e não muitos mais haveria na sede do concelho. Na mesma época cifravam-se em 6 centenas de escudos, hoje correspondente a apenas 3 euros, o salário de uma individualidade da máxima importância no mundo local, o professor.

Nas aldeias, de traçado labiríntico, com os cotovelos de algumas casas a roçar nas janelas de outras, o granito dominava a matriz das composições. A degradação da maior parte delas escondia no seu seio um espaço amplo sem divisões. De autênticos palheiros se tratava, com pequenos quinteiros onde deambulavam galinhas e suínos, quando aos roncos não vagueavam pelas ruas estreitas obstruídas e repletas de lixo a que ajudava o costume de despejar determinados dejectos fisiológicos materializados na célebre frase “água vai”, que por vezes a autarquia obrigava, com coimas, a limpar. Grassava uma economia de subsistência, isto é, de miséria, relativa, para quem vivia dos mimos que brotavam de pequenas parcelas de torrões, e completa, para aqueles que de seu tinham apenas os caminhos. De tal ordem era o lodaçal em que se encontravam as carteiras que chegavam a existir peditórios para a compra de caixões ou para adquirir alimentos relativos a uma alimentação básica e remédios.

Bens de primeira necessidade, hoje direitos que se alojam no subconsciente hodierno como garantidos e que fazem parte da própria realidade, apareceram já depois de implantada a República. A todos os condicionalismos já aludidos, cumpre notar também que a escassez de indústria era manifesta, talvez um dos maiores cancros do interior beirão que se mantém até à actualidade. A agricultura era a actividade dominante. Além desta, a pastorícia e as actividades artesanais e manufactureiras existiam um pouco por todas as vilas, suprindo as necessidades locais. Poucas eram as fábricas existentes no espaço correspondente ao actual concelho de Moimenta da Beira que integra a sub-região da Beira Douro. Destacam-se as fábricas do bicho-da-seda da Rua e fábrica da manteiga de Leomil.

Entre os estabelecimentos comerciais existentes ocupavam lugar de destaque as tradicionais tabernas, cuja existência remonta ao período medievo, as quais fechavam portas às oito da noite. Foi apenas muito tarde, com o advento da iluminação nocturna e com uma progressiva melhoria da segurança das populações que foi possível redescobrir a noite. Até então, a única possibilidade de actividade e divertimento nocturno eram os célebres serões da aldeia, típicos da Beira.

Aos domingos, além das obrigações religiosas que na sua maioria os fiéis cumpriam a preceito, havia espaço para alguns bailaricos matinais, portanto, diurnos, nas praças ou outeiros, ou nocturnos, aproveitando espaços habitacionais, actuando aí um tocador de concertina ou realejo que pela sinfonia auferia escassos escudos e uma porção de vinho. As mães sempre zelosas da honrradez das suas filhas, acompanhavam as raparigas lançando olhares de repressão com uma virilidade de estadulho. Aí roncava mil cantilenas a velha garfonola, por vezes comprada em sociedade e tocando discos de 78 rotações, do tempo da outra senhora.

Em termos políticos o concelho de Moimenta da Beira era efectivamente um concelho ainda subsidiário da reinvenção administrativa oitocentista que havia desmantelado outros concelhos para integrar este. O caso mais sensível, o de Leomil, continuava a ser gerido como o fora a partir de 1855, quer dizer, com o recurso à integração nos mais altos poleiros dos paços do concelho de figuras leomilenses. E se essa estratégia fora a responsável pelo repouso dos estadulhos visível num relativo amansar dos ânimos, conseguira também manter intactos os limites do anterior concelho leomilense que apenas transitaram para os da freguesia. Não orbitava o vórtice político, como se sabe, em torno de uma vasta plêiade de indivíduos. Desse reduzido conjunto, caciquista – impensável seria desmenti-lo - os leomilenses figuravam amiúde. Dominavam o panorama político local, por conseguinte, figuras monárquicas com um passado familiar ligado a pergaminhos de nobilitação. Existiam já, porém, na retranca, toda uma série de personalidades endinheiradas com uma matriz de pensamento distinto, contrário e oposto ao modelo político então vigente, não tivesse sido avassalador, por estas paragens, o liberalismo.

Em 1910 o concelho contava com 14335 habitantes (6591 homens e 7744 mulheres), dos quais apenas 1508 eram eleitores. Seria o primeiro presidente da Câmara, após a implantação da República, João de Almeida Galafura Carvalhais, residente no largo do Tabolado em casa apalaçada, local que já era há alguns anos o centro da vida cívica e política de Moimenta da Beira, aquele onde gravitava o exercício das actividades camarárias, económicas, administrativas, políticas e inclusive o exercício da justiça. Antes disso, já a Câmara Municipal funcionava no edifício onde está hoje alojada. Foi em 1858 que a nova Câmara eleita, presidida pelo Dr. António de Almeida Carvalhais Galafura, iniciou junto do Governador Civil o processo para a compra da casa de D. Claudina Carvalhais, com seu quintal, quintã e palhal, para o que obtém poderes logo no mês de Junho. Partia a nascente com a Praça do Tabolado, a Sul com a estrada de Toitam e a poente e Norte com campo pertencente ao mesmo imóvel. Foi avaliada em oitocentos reis a que se juntaram quatrocentos reis de restauro e compra de utensílios vários. Passou o edifício por várias transformações e há 100 anos atrás tinha o aspecto da imagem que apresento.

Publicado na última edição do Jornal Terras do Demo

«Últimas» - Neve mantém várias estradas cortadas e escolas fechadas


Fonte: RTP




Os acessos à Torre, na Serra da Estrela, encontram-se, esta quinta-feira, cortados ao trânsito «devido à neve», avança o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, citado pela Lusa. As restantes vias «estão abertas à circulação». «As Estradas Nacionais 338 e 339, nos troços que acedem à Torre, estão completamente cortadas», especificou a mesma fonte.

Ao todo, pelo menos 17 estradas do Norte e centro do país estão cortadas ao trânsito por causa da queda de neve e gelo acumulado durante a noite, de acordo com o último balanço realizado pela GNR. «Estamos a fazer actualizações quase ao minuto e, neste momento, quase 20 vias estão interditas à circulação», revelou fonte da GNR, adiantando que os distritos mais afectados são Viseu, Vila Real, Guarda e Porto, que estão sob aviso amarelo, o menos grave, devido à queda de neve e continuação de baixas temperaturas, de acordo com as previsões do Instituto de Meteorologia (IM).

Às 09:00 desta quinta-feira, de acordo com a GNR, encontravam-se afectadas no distrito de Viseu a Estrada Nacional (EN) 321, cuja interdição «está ainda sujeita a confirmação», e as Estradas Municipais (EM) 1231 (entre Coelheira e São Macário), 1053, 1168 (entre a Várzea da Serra e Bigorne), 1228 (entre Landeira e Coelheira) e 514.

Os transportes escolares não se efectuaram e as escolas fecharam, esta quinta-feira, nos concelhos de Montalegre e Boticas, os mais afectados pela queda de neve e formação de gelo no distrito de Vila Real, disseram à Lusa fontes das autarquias. Em Montalegre, o vereador Orlando Alves explicou que a maior parte das estradas secundárias do concelho continuam intransitáveis para os autocarros escolares. «O frio intenso que se fez sentir ontem [quarta feira] ao final da tarde gelou a neve», salientou.

No concelho de Vila Real, a situação normalizou, com o regresso das crianças dos meios mais rurais e de montanha à escola.

Em Viseu, até ao momento, o CDOS tem apenas informação de que não haverá aulas no concelho de Moimenta da Beira.

Na Guarda, a queda de neve e a formação de gelo obrigaram à suspensão das aulas, no período da manhã, disse à Lusa fonte do Serviço Municipal de Protecção Civil local.
Fonte: TVi24